Mercado de TI aquecido demanda profissionais bem capacitados

Estudo mostra que, por ano, Brasil forma 46 mil pessoas no Ensino Superior com perfil tecnológico

Nem a pandemia nem a crise econômica foram capazes de arrefecer o mercado de Tecnologia da Informação (TI). Segundo especialistas do Centro Paula Souza (CPS), a demanda por profissionais é grande e a expectativa é de que continue em alta nos próximos anos. A instituição oferece uma série de cursos para quem quer se preparar para atuar nesse ramo.



“A área de TI está em franca expansão”, afirma o coordenador de projetos pedagógicos da Unidade de Ensino Superior de Graduação (Cesu), Cesar Torres Fernandes. “Quanto mais se produz tecnologia, mais esse profissional é demandado.” Segundo ele, algumas das formações mais procuradas são desenvolvimento de sistemas, dados e segurança da informação.

Essa necessidade crescente de mão de obra qualificada contrasta com um número insuficiente de profissionais formados a cada ano. De acordo com um estudo feito pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom), por ano, o Brasil forma 46 mil pessoas no Ensino Superior com perfil tecnológico. Ocorre que, até 2024, o país precisará de 70 mil profissionais anualmente.

Mas a procura não é apenas por tecnólogos e bacharéis. Um curso técnico pode ser a porta de entrada para quem se interessa por TI. “O técnico pode iniciar sua carreira na enorme demanda por profissionais de TI encontrada em pequenas e médias empresas”,

conta o Coordenador de Projetos do Grupo de Formulação e Análises Curriculares (Gfac) da Unidade de Ensino Médio e Técnico (Cetec), Fernando Di Gianni.

De acordo com ele, quem desenvolve jogos e aplicativos tem uma empregabilidade enorme. “A pandemia acelerou a necessidade de novos apps. Estamos até exportando mão de obra.”

Projetos reais

Márcio Ordonez, de 25 anos, cursou Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) na Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) São José dos Campos. Antes, começou as faculdades de Direito e de Administração e chegou a iniciar o curso de Sistemas de Informação. Foi na unidade do CPS, porém, que ele encontrou o caminho que queria seguir. “No primeiro mês de faculdade eu já encontrei um estágio”, lembra. Quando começou a buscar um emprego, no fim da graduação, pode escolher entre ser efetivado, trabalhar em uma empresa instalada no parque tecnológico da cidade ou ir para uma agro fintech. Esta última opção foi a que prevaleceu.

Ele diz que sente que a Fatec o preparou adequadamente para os desafios da profissão. “Nós desenvolvíamos projetos reais para empresas reais”, conta. “Ser ex-aluno de uma Fatec conta muito. Na empresa em que eu trabalho, o time de tecnologia se resume a fatecanos e formados no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).”

O CEO (sigla em inglês para Chief Executive Officer) da Digital Innovation One, Iglá Generoso, também tem uma história de sucesso que passou pela Fatec Taquaritinga. Ele se formou em 2002 e conseguiu estágio desde o começo da faculdade. Hoje, lidera uma empresa que forma talentos para atender às demandas do mercado ao lado de outros dois fatecanos. Um deles também estudou em uma Escola Técnica Estadual (Etec). “A Fatec é uma ótima porta de entrada. Sou muito grato por tudo que aprendi,” diz. Generoso e seus sócios são parceiros do CPS em uma série de programas e planejam novas iniciativas conjuntas.

Além da qualificação do corpo docente e da capacitação constante dos professores, Etecs e Fatecs apostam em metodologias que ensinam o aluno a aprender e a buscar conhecimentos. “O profissional de TI tem de estar sempre atualizado”, afirma Fernandes. Di Gianni destaca outro aspecto bastante relevante, que é o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como o trabalho em equipe, resiliência, criatividade, empatia. “As empresas não querem um profissional que tenha apenas a técnica”, diz. “Essas habilidades comportamentais estão sempre presentes nos nossos cursos.”

Minha Chance

Em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o CPS, o Governo do Estado de São Paulo criou o programa Minha Chance, que atrai empresas privadas com interesse em formar profissionais em sintonia com as demandas do mercado. São diferentes formatos, mas, em geral, a empresa disponibiliza primeiro o treinamento para formar os professores do CPS para que eles sejam habilitados a ministrar as aulas. Entre os parceiros do programa estão gigantes da tecnologia, como SAP, Cisco, Microsoft e Oracle Totvs.

Com os docentes capacitados são abertas as inscrições para os cursos. Os estudantes que têm melhor desempenho, além de já se posicionarem na mira das empresas para uma futura contratação, podem até conseguir uma certificação internacional em determinada solução, e abrir portas não só para uma boa colocação no mercado, mas também bons salários antes mesmo da conclusão do Ensino Superior.

Acompanhe a abertura das inscrições para todos os cursos oferecidos no CPS por meio do site da instituição e nas redes sociais. A oferta de cursos pode variar a cada processo seletivo, mas é possível conhecer os cursos oferecidos atualmente nas Etecs e nas Fatecs.

Observação: Dependendo do dia que estiver vendo está postagem a vaga poderá não estar mais disponível.