Após morte de motociclista, Indaiatuba intensifica operação cerol

A Guarda Civil de Indaiatuba intensificou no sábado(19) e domingo(20) a Operação Cerol foi intensificada na região do Parque Ecológico. A medida se deu após um motociclista ter o pescoço cortado por uma linha com cerol e faleceu.

A Guarda Civil de Indaiatuba através da Defesa Civil e com apoio do departamento de Fiscalização realizou o trabalho de conscientização e orientação junto às pessoas que estavam empinando pipa no final de semana. Durante o trabalho realizado, aproximadamente 50 rolos de cerol foram apreendidos. O processo foi encaminhado para o departamento de Fiscalização, que gerou oito multas.



Na segunda-feira(22) os agentes fiscais, com apoio da Guarda Civil, vistoriaram cinco comércios que vedem pipas. Em nenhum estabelecimento foi encontrado o cerol.

No município o uso e ou comercialização do cerol é proibido conforme Lei 5.657/2009. Para contribuir com o trabalho da fiscalização as pessoas devem denunciar ligando no 153. Vale ressaltar que não é preciso se identificar. Já quem quiser solicitar uma palestra junto à Defesa Civil, deve encaminhar um e-mail para seguranca.defesacivil@indaiatuba.sp.gov.br.

O diretor do departamento de Fiscalização, José Carlos Melo, comenta sobre a dificuldade que os agentes encontram no dia a dia. “O trabalho da fiscalização nos casos tanto do uso quanto na comercialização do cerol é complicado. O cerol não é lícito, não fica exposto na prateleira ou estoque. Para esses casos contamos com a colaboração da população. Através da denúncia podemos identificar o comércio que está fazendo a venda irregular e autuar. O trabalho de fiscalização do uso também é complicado. Geralmente o cerol não é aplicado na linha inteira e a parte que contém o produto fica no alto, dificultando a identificação do fiscal”.

Para o coordenador da Defesa Civil, Paulo César Feijão, a atenção dos pais com os filhos é imprescindível para acabar ou minimizar o uso do cerol. “A Defesa Civil atua sempre na prevenção dos problemas, seja cerol, enchentes, fogo, etc. Fazemos um trabalho de conscientização e orientação sobre os riscos que a utilização do cerol pode causar. Durante o ano realizamos de 15 a 20 palestras em escolas e empresas. Percorremos as áreas onde é observado maior concentração de pessoas soltando pipas para reforçar o trabalho. A novidade para 2019 é que fechamos uma parceria com a CPFL, que abordará os perigos com choques elétricos em nossas palestras. Este ano também iremos ministrar cursos para os alunos do Proerd e jovens que participam do programa Viver. Um pedido que faço é para os pais prestarem atenção no que os filhos estão fazendo. Se a criança ou adolescente gosta de soltar pipa, chequem o que eles estão utilizando. Quando possível acompanhem seus filhos e observem com quem estão brincando. Cerol não é brincadeira, é crime”, finaliza Feijão.