Inquérito concluí que mais de 16% servidores públicos de Campinas tiveram contato com a Covid-19 

Um inquérito sorológico realizado com os profissionais da Segurança Pública de Campinas concluiu que 16,14% dos 1.257 profissionais testados tiveram contato com o novo coronavírus. Os testes foram realizados pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o laboratório Hilab, entre 10 e 24 de agosto. Os dados foram divulgados pela Prefeitura de Campinas, na quarta-feira (23).

Foram testados profissionais da Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública e das polícias Civil, Militar e Federal. Juntas, as corporações têm cerca de 3,6 mil trabalhadores.



Segundo o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, chamou a atenção o fato de o inquérito da Saúde ter ficado em cerca de 10% de pessoas que tiveram contato com o novo coronavírus, o que mostraria que os policiais tiveram maior exposição. Segundo ele, um artigo feito pela Fundação Getúlio Vargas discute esse assunto. 

“Nossos policiais são treinados para o risco físico, mas um grande porcentual não é treinado para o biológico, esse risco que a pandemia trouxe. São pessoas que vão para a linha de frente, têm contato com a população durante o trabalho, enfrentam o crime e aglomerações e acabam se contaminando”, disse o secretário, ressaltando que a taxa de letalidade foi baixa por tratar-se em geral de pessoas jovens e com boa condição de saúde.

A testagem foi voluntária, mas a maioria se interessou em participar. O inquérito abordou os profissionais da Segurança, mas, principalmente, da Guarda Municipal de Campinas.

Entre os participantes, estiveram 824 trabalhadores da Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança, 152 funcionários da Polícia Federal, 206 policiais civis e 75 policiais militares. A menor participação de PMs nos testes em Campinas teria ocorrido porque o Governo Estadual tinha feito procedimento semelhante em toda a corporação.   

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Entre os 824 servidores da segurança municipal, 17,35% tiveram contato com o vírus. Entre os policiais federais, o índice foi de 15,22%. Já os policiais civis tiveram 12,13% de exames reagentes, enquanto que os policiais militares tiveram índice de 14,66%.

O teste aplicado é o rápido e detecta, por meio de exame de sangue (uma gota), se a pessoa produziu anticorpos, recentemente ou há mais tempo, contra o coronavírus. A plataforma Hilab faz a leitura da gota de sangue e envia os dados para uma central. O resultado é conhecido cerca de 15 minutos depois. A pessoa testada recebe o resultado no e-mail ou no celular.

Fonte: Prefeitura Municipal de Campinas