PMs salvam vida de recém-nascido engasgado na zona norte da Capital

A técnica para desobstrução de vias aéreas superiores é ensinada nos cursos de formação da instituição

Manobra de Heimlich é uma técnica para desobstrução de vias aéreas superiores, que é ensinada nos cursos de formação da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Foi esse procedimento que ajudou a salvar a vida de um recém-nascido que estava desfalecido, no domingo (14), na zona norte da capital



Os militares da 3ª Companhia do 5º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) estavam no Posto Policial Jardim Brasil quando foram surpreendidos com a chegada de um caminhão de gás, de onde desembarcou um rapaz desesperado que, com um bebezinho de apenas 20 dias de vida no colo, solicitou ajuda da equipe.

“Quando eu olhei para a criança, até fiquei assustado, pois já estava roxa. Eu iniciei os procedimentos e só pensava em salvar aquela vida. Graças a Deus, deu tudo certo e logo o bebê voltou a respirar, a ficar coradinho”, contou o cabo Aldrey de Lima Miranda, que há cerca de 22 anos atua em prol da segurança da população.

Os procedimentos realizados pelo militar consistiam em alternar cinco batidinhas nas costas entre as omoplatas e cinco compressões abdominais, ou seja, a manobra de Heimlich. A técnica é indicada para desobstrução de vias aéreas superiores e, entre inúmeras outras, é ensinada nos cursos de formação da Polícia Militar.

Depois do atendimento ali na base policial mesmo, com auxílio do soldado Thyago Guerra e 3º sargento Thiago Aio, pai e filho foram conduzidos ao Pronto Socorro do Hospital São Luiz Gonzaga para cuidados médicos adequados. No local, após o susto, a família agradeceu a ajuda da PM no salvamento do pequeno Lucas.

Pai de duas meninas, o cabo nunca passou por situação parecida na família e apesar de já ter atendido algumas ocorrências semelhantes, nunca havia salvado assim a vida de um bebê. “Foi uma experiência única e muito gratificante”, explicou o cabo sobre a sensação de ver o recém-nascido respondendo aos estímulos que fazia